
Há estremecimentos quando diante de um bom livro ? Gritinhos abafados porque a biblioteca esquecida perto da sua casa guarda coleções que vão do rebento nordestino ao dissecador de almas russo ?
Sim, há também excitações quando um filme parece bom, quando fala de livros e quando os que estão lá te fizeram, além de espectador, leitor. Foi assim em O leitor, pretensão antiga, trama desconhecida e já de antemão apaixonante só pela capa, isso, capa, como num bom livro que arrebata pela capa.
E como num romance naturalista, 'bovarryano', um encontro de desiguais...e não, diferente de tudo, em o leitor não há espaço para as cismas, para uma sociedade despreparada...há sim, um enredo que enreda o leitor, uma possibilidade...a de que por não saber ler, perde-se tudo, mas ganha-se, quem sabe, algumas linhas de A Dama e seu cachorrinho.
Karenina, a leitora, aquela que deu pulinhos e gritinhos animados por ver ali, em alguns pixels, algumas de suas leituras: As aventuras de Hukeberry Finn, Lady Chatterley, Anton Checov, e Madame Bovarry...e que encontro, porque um leitor, sim, um leitor sempre topará vez por outra com as suas literaturas, tão universais e nem tanto assim.
P.S Do mesmo diretor de As Horas ( releitura de Senhora Daloway de Virginia Woolf)








